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domingo, 13 de dezembro de 2009

Uma iniciativa inteligente:

Prendas de Natal sem gastar dinheiro no mercado de trocas


«A ideia é dar uma nova vida aos objectos que já não usamos e promover um Natal mais solidário e mais amigo do ambiente. Neste 'swap market' [mercado de trocas], as pessoas podem vir deixar cd's, livros, electrodomésticos, roupa - a lista de produtos que podem ser trocados é enorme - e existe uma tabela que estipula a moeda de troca a atribuir a cada produto, em ‘swaps’. Com os swaps correspondentes aos produtos que aqui deixaram, os visitantes podem levar outros produtos. Por exemplo, um cachecol vale dois swaps». Aqui podemos encontrar desde brinquedos feitos com resíduos reciclados, brinquedos de madeira, roupa, artesanato, chás biológicos, produtos de comércio justo, até sabonetes e cosmética biológica»....

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Livros a um euro na Buchholz

Livros a um euro na Buchholz
terminam dia 19 de Dezembro

O enorme sucesso que a liquidação na livraria Buchholz, em Lisboa, está a ter impossibilita que a  iniciativa se prolongue até ao final do mês como tinha sido avançado!

[A Buchholz, também conhecida como Livraria Alemã, está a fazer uma liquidação total dos stocks existentes com livros a partir de um euro porque, infelizmente, depois de declarada insolvente por sentença judicial a 22 de Janeiro deste ano, a  famosa Livraria Buchholz acabou por fechar portas a 23 de Abril, colocando no desemprego nove funcionários].

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Este fim de ano [dia 31] vai estar Lua Cheia.
Há quantos anos não acontecia isso?

[O Borda de Água diz mais ainda: "Chuva abundante!"]

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Escultura de Vítor Sá Machado

foto


Muito bom! 
A autoria é de Vítor Sá Machado, que - apesar de ter nascido em Lisboa - vive em Escalhão, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. 


[Vitor Sá Machado frequentou o Curso de Arte, Decoração e Design no IADE, em 1971, e trabalhou como designer gráfico para ateliês de arquitectura, como ilustrador e caricaturista para várias publicações nacionais, criou adereços e cenários para RTP, SIC e TVM (de Moçambique). O seu trabalho destaca- se no teatro, na criação de adereços, cenários e máscaras para diversas companhias, como: A Barraca, Teatrosfera, Teatro Variedades, Teatro Acert, Teatro Oficina e Teatro Nacional D. Maria II].

sexta-feira, 13 de novembro de 2009





Sexta-feira, 13

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Lenda do Verão de S.Martinho

Diz a lenda que quando um cavaleiro romano andava a fazer a ronda, viu um velho mendigo cheio de fome e frio, porque estava quase nu.
O dia estava chuvoso e frio, e o velhinho estava encharcado.
O cavaleiro, chamado Martinho, era bondoso e gostava de ajudar as pessoas mais pobres. Então, ao ver aquele mendigo, ficou cheio de pena e cortou a sua grossa capa ao meio, com a espada.
Depois deu a metade da capa ao mendigo e partiu.
Passado algum tempo a chuva parou e apareceu no céu um lindo Sol.
Parecia que era Verão!
Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom.
É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho
.

[Enviado por MC]

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Tudo tem um tempo próprio

"Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todos os propósito debaixo do Céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de ganhar e tempo de perder; tempo de abraçar e tempo de afastar-se; tempo de estar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz."
[Eclesiastes]

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

«Este é um País onde não se perdoa
a grandeza daqueles que se distinguem»

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Lua cheia de Outubro

«Exaltante, poderosa, mágica e transbordante de energia. A emoção provocada pela Lua cheia da noite passada permanece intacta. Não passou com o amanhecer nem o entardecer. É como se a sua vibração se sobrepusesse a tudo o resto. Pergunto a um amigo que sabe de astronomia, observa o céu e conhece a linguagem dos astros e ele explica-me com espantosa naturalidade que é assim mesmo porque o alinhamento directo entre a Lua e o sol revelam o poder da união, o mais forte de todos os poderes e aquele nos enche de certezas e nos diz que tudo (ainda) é possível. Fascina-me o movimento dos astros e acompanho a lua no céu mês após mês, ano após ano. Sem necessidade de grandes explicações nem derivas esotéricas, simplesmente pela beleza da sua luz e intimidade da sua presença. Gosto da Lua cheia mas também do crescente árabe, quando emerge na noite depois das trevas da Lua nova. Gosto daquela linha curva inaugural, muito fina e redonda, pontuada pela primeira estrela da noite. Os astrónomos têm certamente outra terminologia mas uso a minha, que me é mais familiar. Segundo os especialistas, esta lua cheia de Outubro favorece o equilíbrio e restaura as forças. Os budistas usam-na para a meditação do caminho dourado, o lendário Midle Path, que conduz à harmonia. Seja».  [Laurinda Alves in jornal i]. 

Adenda:

A Lua de Outubro é a Lua da Neve.
«Sua cor é o prata e o azul claro – essa é a lua ideal para conexão com as forças espirituais. A terra começa seu ciclo de descanso. É o momento de renovação, de troca de energias, de começar a pensar na celebração do novo. Essa Lua te leva de encontro aos teus ancestrais, aqueles que já não estão mais junto de ti, mas que tanto te ensinaram porque a vida é uma aprendizagem constante.
No dia 31 de Outubro celebra-se o Samhain e há uma tradição que nos pede para procurarmos um local junto a natureza para sentir o vento e esperar pelo vôo de uma folha. Isso requer atenção, pegar a folha em mãos é sinal de que o ano novo será vindouro»…

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Magia da Lua Cheia de cada mês


Diz quem sabe que a Lua Cheia exerce um grande poder sobre a nossa vida e que deve ser celebrada de modo especial. Aí estão os rituais realizados na primeira noite de Lua Cheia de cada mês do ano. Fique de olho no calendário [aí ao lado] e celebre a Lua!

JANEIRO: Comemore a primeira Lua Cheia do ano acendendo uma vela branca no primeiro degrau de uma escada de sua casa (pode ser uma escada simbólica, feita com livros, por exemplo). Isso significa que você está disposto a receber todas as Luas do ano com amor e fé. A Lua agradecerá e um importante elo de Magia se fará entre vocês.

FEVEREIRO: A Lua Cheia de Fevereiro pode presentear você com um mágico amuleto. Colha sete folhas de árvores diferentes e deixe-as “dormindo” sob uma pedra da lua nesta noite. Na manhã seguinte, coloque as folhas em um saquinho da cor do seu signo e leve-o com você. Este amuleto lunar tem o poder de aumentar nosso magnetismo pessoal.

MARÇO: Este é o mês do Ritual dos Elementais. Para os atrair faça nessa noite uma “cara de maçã” utilizando cravos-da-Índia para fazer os olhos, nariz e boca. Coloque a maçã num recipiente com um pouco de água e deixe dormir no parapeito da sua janela. Esta antiga brincadeira atrai os elementais, que trazem ao lar a Magia e a alegria.

ABRIL: Na Lua Cheia de Abril, devemos fazer uma Magia em homenagem aos Elfos. Coloque na sua janela doces e rebuçados coloridos dentro de um círculo feito com açúcar e vá dormir. Dizem que, nesta noite, os elfos saem para dançar e agradecem sua oferenda, proporcionando dias de muita alegria.

MAIO: A Lua Cheia de Maio deve ser dedicada à busca do amor verdadeiro. Se você ainda não encontrou o seu, esta é uma boa oportunidade. Nesta noite, olhe para a Lua e peça que ela lhe traga o seu amor verdadeiro. A Lua de Maio é a Lua dos Amantes. Dizem que, do alto, ela sempre encontra a nossa metade e traz até nós.

JUNHO: A Lua Cheia de Junho tem de ser bem festejada! Dizem que esta é a Lua da alegria, da dança e da música. Nesta noite divirta-se com a Lua! Vista-se de branco, coloque uma música e dance a Dança da Lua com seus próprios passos, obedecendo sua intuição. A Lua emocionada vai agradecer. E é incrível como esse ritual tem o poder de nos revigorar!

JULHO: A Lua de Julho é a Lua das Crianças, a Lua de contar histórias. Uma lenda antiga diz que quem contar uma história muito bem contada para alguém, nesta noite, constrói o seu Destino, pois a Deusa Lua tem, neste dia, o poder de transformar as histórias contadas em histórias reais. A criatividade é seu instrumento; e o resultado, seu Destino!

AGOSTO: A Lua Cheia de Agosto é a Lua da Fertilidade. Faça uma Magia com esse fim. Peça um caminho fértil e próspero fazendo nesta noite o plantio simbólico de sementes. Pegue em onze grãos [sementes] diferentes e enterre-os nessa noite. Eles simbolizam o potencial que todos temos. Peça à Lua que transforme esse potencial em realizações. Esta é a noite ideal para isso.

SETEMBRO: A Lua de Setembro ensina uma Magia amorosa muito especial. Faça um desejo de amor. Coloque num pires sete pétalas de rosas e deixe-as sob o Luar. No dia seguinte, verifique quantas pétalas foram levadas pelo vento. Quanto maior o número de pétalas levadas, maiores as hipóteses de ver seu desejo realizado.

OUTUBRO: Esta é a “Lua das Bruxas”. Aproveite e faça uma Magia antiga. Acenda uma vela branca e peça paz, uma rosa e peça amor, e uma amarela e peça prosperidade. Do lado de cada vela, deixe um botão de rosa da mesma cor. No dia seguinte, ofereça o botão branco para quem precisa de paz, o rosa para quem precisa de amor e o amarelo, prosperidade. É oferecendo que se recebe. A grande sabedoria está em saber partilhar.

NOVEMBRO: A Lua Cheia de Novembro é a “Lua do Portal”, pois é por ela que os seres mágicos que invadiram nosso mundo (fadas, duendes, elfos, etc) voltam para seus mundos encantados. Devemos despedir-nos deles agradecendo por todas as alegrias que deixaram.

DEZEMBRO: A última Lua Cheia do ano ensina uma Magia de Fé. Nesta noite, faça uma lista com todos os desejos que realizou durante o ano. Conte quantos foram, enterre uma semente [de qualquer tipo] por cada desejo realizado e agradeça à Deusa da Magia. Peça a renovação de sua Fé para que, no próximo ano, muitas outras “sementes de desejos” possam ser plantadas.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Não é da Reigada, mas de uma aldeia aqui perto

Escultor regressa às origens

Natural de Lisboa, Victor Sá Machado, vive desde 2005 em Escalhão, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, porque decidiu regressar às origens. Com formação no Instituto de Artes Visuais e Design de Lisboa, Victor trabalhou em publicidade e televisão - em trabalhos como os "Jogos Sem Fronteiras" ou a telenovela "Chuva na Areia", entre outros em que participou como cenógrafo e aderecista - e também como desenhador gráfico e caricaturista.

O regresso à terra da sua infância era um projecto que tinha contratado com o tempo, porque se cansou de uma Lisboa muito "antipática", que quis deixar diariamente, para ir fazer escultura e aproveitar os materiais da sua região. Tudo começou com o arame - "um dia tenho de dar destino aquele arame" - e com o tempo que só os artistas sabem medir. Victor descobriu um local em Barca d'Alva, onde "se diz já ter existido" um mar interior, e aí recolhe uma pedra consistente, que na prática para ele "já está toda trabalhada".

"A minha opção não é trabalhar a pedra, é aproveitá-la tal como a encontro, quando ela me sugere uma figura", [...] mas sobretudo, explica, "espero que as minhas peças sejam divertidas. As coisas não podem ser demasiado sérias e dramáticas, porque as pessoas procuram algo que as espante, pela contradição e pela ironia".

Quantos aos apoios e incentivos que encontrou neste seu regresso às origens, Vítor Sá Machado diz que a autarquia local tem sido "simpática","mas, de uma maneira geral as câmaras locais preocupam-se muito com as pessoas que saem para as cidades e ligam pouco aos que regressam à terra".

Na família de Vítor Sá Machado são todos artistas, os irmãos arquitectos desenharam-lhe a casa que está a construir em Escalhão, onde um atelier o espera para novas propostas no "mundo das formas", esculpidas na memória e na tradição de "ser granítico, de ir aos arames e de ser beirão".

Texto adaptado do original de Daniel Gil/© LUSA

quarta-feira, 22 de julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A Cartilha Maternal



A Cartilha Maternal de João de Deus publicada em Portugal ainda no século XIX, funcionou durante muito tempo como método oficial de aprendizagem da leitura. [É natural que muitos que visitem este blog ainda tenham aprendido pela Cartilha Maternal!]. A Cartilha Maternal na Internet é uma página muito bem conseguida, funcional e ainda muito útil para ensinar quem queira aprender a ler! Dos 5 aos 10 anos e não só.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Livros gratuitos para download

São 1990 livros em formato PDF que podem ser descarregados gratuitamente. E são livros legalmente gratuitos para download porque não possuem direitos de autor, ou os mesmos foram cedidos, ou porque os autores já morreram há mais de 70 anos. Obras magníficas!

terça-feira, 7 de julho de 2009

A mulher sonha, a obra nasce.

Reigada entre os 1000 blogs portugueses mais visitados!
Bonito, bonito, é o blog da Aldeia da Reigada, com menos de seis meses de existência e que tem como tema (quase) exclusivo esta aldeia não turística neste fim do mundo, já estar listado no prestigiado "ranking" d' O portal de blogs portugueses entre os 1.000 blogs portugueses mais visitados! [Hoje num simpático 867º lugar].

Obrigada pelas vossas visitas [voltem mais vezes ainda!]
Ide ver, ide!

Irresistível!

Sugestão de leitura:

Esta história que vos vou contar passou-se há vinte anos. Passou-se comigo há vinte anos e muitas vezes pensei nela, sem nunca a contar a ninguém, guardando-a para mim, para nós que a vivemos. Talvez tivesse medo de estragar a lembrança desses longínquos dias, medo de mover, para melhor expor as coisas, essa fina camada de pó onde repousa, apenas adormecida, a memória dos dias felizes.”

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Extractos do novo romance de Miguel Sousa Tavares
No Teu Deserto

editado pela Oficina do Livro e que chegou hoje às livrarias.

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«Éramos donos do que víamos: até onde o olhar alcançava, era tudo nosso. E tínhamos um deserto inteiro para olhar.»

«Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma.»

«Parecia-me que já tínhamos vivido um bocado de vida imenso e tão forte que era só nosso e nós mesmos não falávamos disso, mas sentíamo-lo em silêncio: era como se o segredo que guardávamos fosse a própria partilha dessa sensação. E que qualquer frase, qualquer palavra, se arriscaria a quebrar esse sortilégio.»

«Eu sei que ela se lembra, sei que foi feliz então, como eu fui. Mas deve achar que eu me esqueci, que me fechei no meu silêncio, que me zanguei com o seu último desaparecimento, que vivo amuado com ela, desde então. Não é verdade, Cláudia. Vê como eu me lembro, vê se não foram assim, passo por passo, aqueles quatro dias que demorámos até chegar juntos ao deserto.»
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O livro é sobre a vida.
Das “fotografias felizes, que mentem e conseguem suspender a felicidade como se ela fosse eterna”.
Das “viagens sem regresso nem repetição”.
Da “paisagem pertencer a quem a sabe olhar”.
Do “não precisarmos de falar só porque vamos calados. A coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas é o silêncio”.
De haver “alturas em que a beleza é tão devastadora que magoa”.
De “nada durar para sempre – só as montanhas e os rios”.